O jeito como Davi Alcolumbre serve aos próprios interesses é evidente na derrota humilhante imposta a Lula

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB-AP), impôs humilhante derrota a Lula na votação para indicação de Jorge Messias para o STF. O histórico dia foi 29 de abril de 2026; o advogado-geral da União já estava certo de que seria ministro do Supremo Tribunal Federal. No entanto, contra ele e sua certeza, prevaleceu a vontade de Alcolumbre em derrotar o gigante Lula.

Prevaleceu a vontade de Davi e o nome de Jorge Messias foi rejeitado; coube a Lula reconduzi-lo ao comando da Advocacia-Geral da União. Entra em cena um dos principais aliados de Lula no STF, Alexandre de Moraes, que promove em sua residência um jantar de reconciliação entre Lula e Alcolumbre. O jantar foi no dia 4 de agosto; dali em diante, tudo muda entre Lula e Davi.

Davi volta a ser gigante no Senado e, em defesa de pautas do interesse do presidente Lula, em tempo recorde destrava a PEC da escala 6 por 1 e muda a jornada trabalhista para 5 por 2. A pauta interessa ao governo e, em especial nessa reta final de campanha, Davi ganha ponto com Lula e já é visto como inimigo número 1 da ala que defende a candidatura de Flávio.

Davi Alcolumbre (União-AP) retirou a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) da pauta de votações do plenário. A manobra do presidente do Senado atendeu ao interesse do governo, uma vez que sua base não chegou a acordo quanto à maioridade penal. Por conta dessa decisão de Alcolumbre, o líder da oposição, senador Rogério Marinho, fez questionamentos.

O episódio reforça que, em Brasília, as derrotas de hoje podem se transformar nas alianças de amanhã, e Davi Alcolumbre parece ter entendido bem esse jogo. Ao controlar a pauta do Senado, o presidente da Casa demonstra que tem força para favorecer ou dificultar os planos do Palácio do Planalto, tornando-se peça estratégica na disputa política nacional.

Ao mesmo tempo, sua postura acirra o confronto com a oposição e com os setores que apostam em Flávio Bolsonaro para chegar ao Planalto. Com as eleições de 2026 se aproximando, Alcolumbre deixa claro que não pretende ser mero coadjuvante: quer protagonismo nas decisões que podem influenciar o futuro político do país.

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