A governadora Raquel Lyra, reeleita no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, não deverá declarar apoio a nenhum dos candidatos à Presidência da República no segundo turno. Essa é a avaliação de Didi Galvão, que lembra o posicionamento adotado pela governadora em 2022 e destaca que ela pretende manter a mesma postura nesta disputa nacional.
Enquanto Raquel Lyra mantém a neutralidade, em Petrolina o ex-prefeito Miguel Coelho já se posicionou e anunciou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL). A manifestação acompanha o posicionamento do prefeito Simão Durando e está alinhada à decisão do União Brasil, partido presidido por Miguel em Pernambuco, de apoiar a candidatura do parlamentar à Presidência da República.
Para Didi Galvão, o posicionamento de Miguel ganha relevância pelo peso político e econômico de Petrolina, maior colégio eleitoral do Sertão pernambucano e terceiro maior de Pernambuco. O município abriga instituições estratégicas, como a Embrapa Semiárido, a Codevasf e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), que contribuem para sua importância regional.
O comentarista também recorda que Miguel Coelho governou Petrolina entre 2017 e 2022, período em que contou com Jair Bolsonaro na Presidência da República. Na avaliação de Didi, a experiência reforça a importância que o ex-prefeito atribui à relação entre as administrações municipal e federal, especialmente na articulação de projetos, investimentos e ações para o desenvolvimento da cidade.
Mesmo sem ter conquistado uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano, Miguel permanece como uma das principais lideranças do grupo político que reúne o prefeito Simão Durando, o deputado federal Fernando Filho e o deputado estadual Antônio Coelho. Para Didi Galvão, o apoio a Flávio Bolsonaro representa, portanto, um movimento político relevante, cujos desdobramentos poderão influenciar as articulações do grupo em Petrolina e no Sertão pernambucano.
Blog do Didi Galvão

