O presidenciável criticou a decisão do STF que proibiu os encontros e disse estar “ansioso” para dar um abraço forte em Jair
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) visita nesta terça-feira (13/10) o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar em Brasília. Ontem, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a retomada do regime de visitas do senador ao pai, mantendo vedada a finalidade político-eleitoral e a divulgação de quaisquer manifestos ou declarações sobre o encontro.
As visitas de Flávio a Bolsonaro estavam suspensas desde julho, quando o senador se reuniu com o ex-presidente e divulgou uma carta do pai manifestando apoio à sua candidatura. Moraes entendeu que medidas cautelares impostas ao ex-chefe do Executivo, condenado por tentativa de golpe de Estado, foram descumpridas e, portanto, suspendeu as visitas por 90 dias.
O prazo se encerrou ontem (12) e, na avaliação do magistrado, “não houve qualquer fato superveniente que indicasse a necessidade de eventual prorrogação”. Na decisão, colocou que a retomada das visitas deverá ocorrer “nos mesmos horários, condições e medidas de segurança anteriormente fixados, estando vedada a finalidade político-eleitoral e a divulgação de quaisquer manifestos ou declarações, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”.
Em coletiva à imprensa, Flávio comemorou a decisão e disse estar “ansioso” para o encontro. Ele declarou que conversará na qualidade de “filho” com o ex-presidente. “Estou ansioso para dar um abraço forte nele, ver como está o rosto dele, como está o ânimo dele com tudo o que aconteceu, porque só estou sabendo por terceiras pessoas”, comentou.
Questionado se irá tratar da campanha eleitoral com o pai e pedir conselhos, o senador afirmou que tinha que tomar cuidado com a resposta, “porque qualquer coisa é usada contra ele”. “Vou conversar com ele na qualidade de filho”, disse. O presidenciável sinalizou, porém, que pretende ouvir a avaliação do presidente sobre o resultado do partido no primeiro turno.
Blog do Didi Galvão

