Rogério Marinho manda recado a Dino e Moraes após reunião no STF

Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador se reúne com o presidente do STF, mas acusa ministros da Corte de atuarem politicamente

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, acusou, ontem, os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes de “agirem politicamente”. A declaração ocorreu após visita do parlamentar ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Marinho também defendeu mudanças no regimento do Senado para facilitar a aprovação de impeachment de magistrados.

Na conversa com Fachin e outros magistrados, Marinho afirmou que o Senado “não ficará omisso” diante de crimes de responsabilidade. A reunião tinha sido solicitada pelo parlamentar há três semanas, mas o presidente do STF atendeu ao pedido apenas após o resultado do primeiro turno das eleições.

“Na hora em que houver algum crime de responsabilidade por um ministro do Supremo, o Senado não vai se omitir. E hoje tem se omitido. Pautar processo contra crime de responsabilidade é discricionariedade do presidente da Casa. Defendo que esse regimento seja modificado e que caso 49 senadores apresentem um processo por crime de responsabilidade, esse pedido será submetido à Procuradoria do Senado. Se os elementos estiverem presentes, esse processo terá de ser aberto, independentemente da vontade do presidente”, disse.

Marinho aproveitou, ainda, para atacar Dino e Moraes, considerados adversários do bolsonarimso. “Vejo que o Alexandre de Moraes e o Flávio Dino têm se comportado, no último tempo, claramente com o viés político. Não me nego a falar com eles, mas vou deixar passar o processo eleitoral”, completou o parlamentar.

O senador também acusou o ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU), de atuar de maneira partidária ao pedir investigação sobre eventual interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. “Domingo, enquanto estava rolando as eleições, Messias ingressa com um pedido de abertura de inquérito alegando interferência externa na eleição com base numa reportagem de um jornal britânico”, ressaltou, referindo-se à matéria publicada no The Guardian.

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