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Didi Galvão relembra eleição de 1989 e compara uso de desinformação com atual disputa presidencial

Em novo comentário, Didi Galvão resgatou um dos episódios mais marcantes da eleição presidencial de 1989 para fazer uma reflexão sobre o uso de informações falsas ou distorcidas durante campanhas eleitorais. Na avaliação do comunicador, a disputa daquele ano guarda semelhanças com episódios que voltaram a aparecer na campanha de 2026.

Didi lembrou que, no segundo turno de 1989, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou Fernando Collor de Mello (PRN). Na reta final da campanha, foi exibido no horário eleitoral um depoimento de Míriam Cordeiro, que afirmava ter tido um relacionamento com Lula e que ele teria pedido que ela interrompesse a gravidez. A filha, Lurian, também apareceu em material eleitoral do PT para contestar a narrativa. Collor acabou eleito naquele segundo turno.

O episódio voltou à memória de Didi diante da recente polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Uma informação que associava Flávio Bolsonaro a uma suposta iniciativa para retirar da santa o título de Padroeira do Brasil circulou nas redes sociais, mas foi posteriormente corrigida pela GloboNews. A proposta mencionada era, na realidade, o PL 2.623/2007, apresentado pelo então deputado Victório Galli e arquivado pela Câmara dos Deputados em agosto de 2008. Não havia ligação do projeto com Flávio Bolsonaro.

O caso ganhou dimensão eleitoral e chegou à Justiça Eleitoral. Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, do TSE, determinou a remoção de publicações que apresentassem como verdadeira a informação de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

Ao comparar os dois momentos, Didi destacou que o ambiente de comunicação mudou radicalmente desde 1989. “Na época não tinha redes sociais, apenas a Globo. Hoje tem redes sociais”, afirmou. Para ele, o eleitor brasileiro dispõe atualmente de mais canais para confrontar informações e acompanhar diferentes versões dos acontecimentos. O comentário termina com uma reflexão sobre a responsabilidade do eleitor diante da campanha presidencial de 2026 e sobre a escolha que será feita nas urnas.

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