Quando Bolsonaro resolveu confrontar-se com o ministro Alexandre de Moraes, ele sabia que estaria chamando para si uma grande responsabilidade. Principalmente após as eleições de 2022, o confronto está sendo entre um ex-presidente da República e um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Limitado, o ex-presidente não pode fazer absolutamente nada, a não ser cumprir as ordens do ministro Alexandre de Moraes. Com uma sede insaciável para tomar decisões que venham a afetar diretamente Bolsonaro, recentemente Moraes proibiu o ex-presidente de receber a visita dos filhos no Dia dos Pais.
Em janeiro deste ano, o ministro Alexandre de Moraes participou de evento na USP. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, disse: “Acho que hoje eu já fiz o que eu tinha que fazer” (interpretado por críticos e simpatizantes como “já fiz a minha boa ação do dia”).
A fala foi horas antes de assinar a decisão que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar (conhecido como “Papudinha”). Para aliados de Bolsonaro, o ministro brinca com as decisões tomadas contra o ex-presidente.
Hoje é Dia dos Pais; Bolsonaro está proibido de receber um abraço dos filhos. Quem proibiu foi exatamente o ministro Alexandre de Moraes; com essa decisão, fica caracterizado que, de fato, a questão é de cunho pessoal. Bolsonaro hoje é um pai sem filhos; que se cumpra mais uma decisão de Moraes.
Blog do Didi Galvão

