O Governo do Estado devolveu ao público, nesta quinta-feira (2), o Museu do Trem totalmente requalificado. Instalado na Estação Central Capiba, no bairro de São José, o equipamento foi modernizado, ganhou novos espaços e teve sua infraestrutura recuperada, incluindo elementos em madeira, coberta, instalações elétricas e hidrossanitárias e outras melhorias de segurança e conforto.
Representando a governadora Raquel Lyra no evento de reabertura, a vice-governadora do Estado, Priscila Krause destacou a iniciativa do governo em investir na preservação do patrimônio público dos pernambucanos. “Temos intervenções em 17 equipamentos que fazem parte da nossa cultura. Parte com recursos do governo federal, via PAC, e parte com recursos próprios do Estado. A partir de uma decisão política da governadora, passamos a fazer esse investimento. Isso reflete as prioridades que assumimos com a população ao resgatar a função primordial da Fundarpe, que é a preservação do nosso patrimônio.”
A intervenção no Museu do Trem foi conduzida pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), recebeu investimento de R$ 3,49 milhões e integra o conjunto de ações da gestão estadual voltadas à recuperação do patrimônio histórico e à revitalização do Centro do Recife.
Do total de 16 obras de restauração do patrimônio edificado em curso no Estado, que somam mais de R$ 190 milhões e incluem imóveis tombados de Fernando de Noronha ao Sertão, parte é financiada com recursos do Novo PAC Patrimônio Histórico, em parceria com o Iphan, e parte com recursos do Estado. Entre os prédios já concluídos estão o Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC), em Olinda, a Igreja da Matriz do Santíssimo Sacramento de Santo Antônio e a Casa Capiba.
Instalado às margens do Rio Capibaribe, na antiga Estação Central, o museu passa a oferecer uma experiência renovada ao visitante. A nova expografia amplia 700 peças entre equipamentos, mobiliário, documentos, fotografias e objetos que testemunham diferentes momentos da presença do trem no Estado.
Entre as novidades estão cerca de 80 itens incorporados ao acervo, que já possuía mais de 600 peças, além de objetos relacionados à atuação da Great Western, empresa britânica que marcou a expansão ferroviária no Nordeste. O público poderá conhecer peças originais utilizadas no cotidiano das estações e dos trabalhadores ferroviários, como bilheterias, cadeiras, carimbadores, sinalizadores, apitos, relógios, fotografias, cartazes e equipamentos diversos.
Para a presidente da Fundarpe, Renata Borba, a reabertura representa um importante gesto de preservação da memória coletiva do Estado. “O patrimônio ferroviário nos ajuda a compreender como Pernambuco se desenvolveu, como as cidades se conectaram e como se formaram modos de vida, profissões e paisagens que fazem parte da nossa identidade. Reabrir o Museu do Trem é garantir que essa memória continue acessível às novas gerações, fortalecendo a relação da população com sua própria história”, afirma.
A reabertura aconteceu juntamente com a exposição “Entre trilhos e memórias: os destinos do Patrimônio Ferroviário de Pernambuco”. A exibição ocupa 16 salas temáticas que apresentam diferentes aspectos da trajetória ferroviária pernambucana.
Entre os destaques estão uma locomotiva a vapor de 1952, considerada uma das mais eficientes já utilizadas no sistema ferroviário brasileiro, com capacidade para tracionar até 70 vagões, e outros equipamentos históricos de grande porte que ajudam a dimensionar a importância das ferrovias para o desenvolvimento regional.
O espaço também amplia seu caráter educativo e cultural. Uma das novidades é o Vagão das Crianças, ambiente especialmente concebido para aproximar o público infantil da história ferroviária por meio de experiências lúdicas e interativas.
O museu também retorna com sua sala multiuso destinada à realização de oficinas, apresentações artísticas, atividades formativas, exibições de cineclubes, espetáculos de dança e teatro, fortalecendo sua atuação como equipamento cultural aberto à comunidade.
Outro destaque da requalificação é a valorização do tradicional vitral da Estação Central. O local foi transformado em área de contemplação, com bancos de permanência e vista privilegiada da paisagem urbana do Recife, convidando o público a uma nova experiência de convivência e fruição do patrimônio.
As obras contemplaram serviços de restauração e modernização da infraestrutura do edifício, recuperação de pisos, forros e elementos em madeira, reparos em telhados e cobertura, modernização das instalações elétricas e hidrossanitárias, implantação de sistema de prevenção e combate a incêndio, renovação da climatização, instalação de circuito interno de monitoramento e pintura geral.
Ascom
Blog do Didi Galvão

