Médico que estava foragido por morte de mulher após “harmonização de bumbum” é preso no Ceará

O médico Marcelo Alves Vasconcelos, que estava foragido há mais de dois meses, foi preso no último sábado (06), pela Polícia Militar do Ceará (PMCE), em Cascavel, localizado a aproximadamente 70 km de Fortaleza. O homem tinha mandado de prisão preventiva emitido pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) devido a morte de Adriana Soares Lima Laurentino, em janeiro de 2025, após procedimento estético no glúteo.

“A ação ocorreu após denúncias informarem que o suspeito estava com ordem judicial em aberto expedida pela Justiça do Estado de Pernambuco. Diante das informações, os policiais militares se deslocaram até o endereço indicado para averiguação. No local, a equipe identificou o indivíduo e confirmou a existência do mandado de prisão em seu desfavor”, disse em nota a PMCE.

Após cumprimento à ordem judicial e condução do suspeito à Delegacia de Polícia Civil de Aquiraz, Marcelo Alves ficou à disposição da Justiça em razão de mandado de prisão relacionado ao crime de homicídio.

Na decisão emitida pela 3ª Vara do Tribunal do júri da capital, no Recife, foi registrado a necessidade de preservar a ordem e a saúde pública, já que verificou a existência de continuidade delitiva, ou seja, quando um agente comete dois ou mais crimes da mesma espécie, em condições semelhantes de tempo, lugar e modo de execução.

A decisão levou em conta a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que em maio do ano passado acusou o médico pelos crimes de homicídio doloso, por motivo torpe, e exercício irregular da profissão. No dia do procedimento, Marcelo Alves Vasconcelos não possuía registro regular no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe).

Como o caso aconteceu?
Segundo as investigações, Adriana viu um anúncio dos resultados do procedimento nas redes sociais. No dia 26 de dezembro do ano passado, entrou em contato com o médico, foi respondida pelos atendentes de Marcelo e marcou uma consulta, no valor de R$ 500, para o dia 10 de janeiro deste ano.

No ato da marcação, os atendentes informaram que os profissionais da clínica aplicavam, no mínimo, 180 ml em cada paciente, no valor de R$ 60 cada ml.

Ainda segundo o delegado, Adriana chegou a questionar a quantidade, por achar o quantitativo bastante elevado. Ela foi informada, no entanto, de que era o padrão e seriam somente 90 ml em cada glúteo, e que também passaria por uma avaliação do médico em consultório.

Após a avaliação, foi estabelecido que Adriana receberia 360 ml pelo valor de R$ 21 mil.

No dia 10 de janeiro, data em que realizou o procedimento, Adriana chegou à clínica, na Zona Sul do Recife, por volta das 9h e saiu de lá às 16h. Pouco depois, já começou a se queixar para o filho, à época com 18 anos, de fortes dores nos glúteos.

Cerca de 12 horas depois, por volta das 2h do dia 11 de janeiro, o filho de Adriana a encontrou já sem vida.

Fonte: FolhaPE

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