Polícia vai rastrear Pix ligados a mulher que fingiu ser criança

A Polícia Civil de Santa Catarina vai rastrear as contas bancárias que receberam transferências via Pix destinadas a Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, presa por fingir ser uma adolescente de 12 anos para conseguir ser acolhida por uma família em Joinville. Segundo informações divulgadas pelo g1 nesta sexta-feira (5/6), a investigação busca identificar quem são os titulares das contas utilizadas para receber os valores enviados pelas vítimas antes de a mulher passar a morar com elas.

Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, Amanda indicava contas de terceiros para o recebimento do dinheiro. Os repasses ocorreram no início da aproximação com a família, quando ela alegava estar em dificuldades e mantinha contato com o casal por mensagens. A polícia agora tenta descobrir se houve participação de outras pessoas no esquema. Até o momento a investigação não identificou outros envolvidos além da suspeita.

Ainda segundo o jornal, após ser acolhida, Amanda permaneceu na residência por cerca de 14 meses e não fez novos pedidos de dinheiro. Nesse período, os moradores passaram a arcar com os custos como alimentação, moradia e medicamentos. Ela foi presa preventivamente nesta terça-feira (2/6) e responde por falsidade ideológica e estelionato.

De acordo com as investigações, a mulher se apresentava como “Gabriele” e foi detida na casa da família, no distrito de Pirabeiraba (SC).

Em nota, a Polícia Civil informou que a mulher criou uma série de histórias para sustentar o disfarce e conquistar a confiança da família. Entre elas, ela alegava ser autista e ter outras condições clínicas. Para justificar a aparência física incompatível com a idade que dizia ter, afirmava que seus traços adultos eram consequência do uso forçado de hormônios durante a infância.

Ainda segundo a corporação, a suspeita mantinha comportamentos infantilizados para reforçar a falsa identidade. Ela utilizava chupetas, mamadeiras e objetos lúdicos com frequência, simulando atitudes típicas de uma criança.

As investigações apontaram ainda que a mulher já tem antecedentes por golpes semelhantes em outros estados do país, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. A polícia afirma que ela é reincidente nesse tipo de crime.

A família descobriu a farça depois de uma tia não acreditar na história dela e resolver investigar. Durante pesquisas na internet descobriu outros crimes parecidos e procurou a polícia.

Fonte: Correio Braziliense

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