Durante comentário político, o jornalista e blogueiro Didi Galvão analisou as movimentações em torno da formação da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD) para as eleições de 2026.
Segundo Didi, enquanto o grupo liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), já apresenta uma composição praticamente definida, com nomes colocados para vice-governador e Senado, o grupo governista ainda não anunciou oficialmente quem ocupará as vagas da chapa majoritária ao lado da governadora.
No centro da disputa está a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas. De um lado, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), trabalha para viabilizar sua candidatura ao Senado. Do outro, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) também busca espaço na composição.
Na avaliação de Didi Galvão, Miguel Coelho perdeu força política ao deixar a base da governadora Raquel Lyra ainda nos primeiros meses de gestão para se aproximar do projeto liderado por João Campos. Posteriormente, após não consolidar espaço dentro do grupo socialista, retornou ao campo governista.
Para o comentarista, caso Miguel tivesse permanecido aliado à governadora desde o início do mandato, chegaria ao atual momento com maior capacidade de influência nas negociações para definição da chapa.
Apesar das especulações e articulações de bastidores, a decisão final sobre a composição da chapa governista ainda depende de entendimentos políticos entre os partidos aliados e da própria governadora Raquel Lyra.
Com as convenções partidárias previstas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, a expectativa é que nas próximas semanas sejam definidos os nomes que disputarão o Governo de Pernambuco e as duas vagas ao Senado Federal em 2026.
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