Prazo termina no dia 31 de maio e regularização é obrigatória e produtores podem ser penalizados se não atualizar o cadastro
Os produtores rurais de Pernambuco têm até o próximo dia 31 de maio para realizar a atualização cadastral obrigatória dos rebanhos e propriedades rurais junto à Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro). Esta é a última semana da primeira etapa da Campanha de Atualização Cadastral 2026, fundamental para garantir o controle sanitário animal e a manutenção do status sanitário conquistado pelo Estado.
A atualização pode ser feita presencialmente em qualquer um dos 162 escritórios da Adagro em funcionamento no Estado, inclusive nas unidades que atuam em parceria com as prefeituras municipais, ou pela internet, por meio do Sistema de Integração Agropecuária (Siapec), disponível no site da Adagro, para produtores que estejam com cadastro regular e senha ativa.
Todo criador de animais deve atualizar obrigatoriamente as informações da propriedade e dos rebanhos sob sua responsabilidade. Quem não realizar o procedimento terá o cadastro bloqueado, ficando impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), participar de movimentações de animais, acessar crédito agropecuário, além de estar sujeito a advertências e multas.
A campanha contempla bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos, equídeos, aves comerciais e de subsistência, animais aquáticos e abelhas. De acordo com dados do Sistema de Integração Agropecuária (Siapec), Pernambuco possui atualmente cerca de 218,9 mil propriedades rurais e 259 mil produtores cadastrados.
Devem ser informadas as quantidades atualizadas de animais, incluindo nascimentos e mortes ocorridos desde a última campanha, por espécie, sexo e faixa etária. Também é necessário apresentar CPF ou CNPJ, documentos da propriedade e as coordenadas geográficas da área rural.
O diretor-presidente da Adagro, Moshe Dayan Fernandes, destaca que a atualização cadastral é essencial para fortalecer as ações de vigilância e defesa sanitária. “Pernambuco e o Brasil conquistaram em 2025 o reconhecimento internacional de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Manter os dados atualizados é fundamental para preservar esse status sanitário e garantir segurança ao setor agropecuário”, afirmou.
O coordenador do Programa de Vigilância da Febre Aftosa da Adagro, Edmilson Martins, reforça que as informações permitem uma resposta mais rápida em casos de suspeitas de doenças, além de auxiliar no planejamento das ações de fiscalização, trânsito animal e realização de eventos agropecuários.
A Adagro também alerta para a importância da atualização dos rebanhos de caprinos, ovinos e suínos, espécies que ainda apresentam baixos índices de adesão cadastral no Estado.
Outro ponto importante é a geolocalização das propriedades rurais, exigida durante o processo de atualização. A medida facilita o trabalho das equipes de defesa sanitária em ações de fiscalização e atendimento em casos de emergência zoossanitária.
Ascom – Adagro
Blog do Didi Galvão

