O que antes era apenas um hobby, hoje se tornou mais do que uma profissão: é um projeto de vida para a ex-aluna do curso gratuito de corte e costura da Fundação Nilo Coelho, Edimeire de Amorim Coelho Santos, de 40 anos. Em um ateliê montado no próprio lar, em Petrolina, ela confecciona e realiza ajustes em roupas para diversos clientes, construindo, dia após dia, sua autonomia financeira e consolidando sua trajetória como empreendedora.
Antes de abrir o ateliê, Edimeire já dava os primeiros passos no empreendedorismo no ramo da culinária, comercializando marmitas e lanches. Ao mesmo tempo, mantinha uma relação afetiva com a costura, confeccionando roupas africanas ainda sem a intenção de transformar a atividade em profissão.
Foi em 2024 que sua trajetória ganhou um novo rumo. Ao se inscrever no curso básico de corte e costura da Fundação Nilo Coelho, ela passou a enxergar uma oportunidade real de negócio e de mudança de vida. “No meio do curso, eu já estava bem incentivada. Foi muito bom, porque eu aprendi muita coisa que eu não fazia nem noção. E daí veio o interesse de começar os consertos e depois veio o interesse de começar a fazer as roupas, mesmo com medo”, lembra.
No ano seguinte, em 2025, a empreendedora voltou à fundação para participar do curso avançado de corte e costura. Mais do que aperfeiçoar as técnicas, a experiência fortaleceu sua confiança e renovou a motivação para estruturar e consolidar o que hoje se tornou o “Ateliê Cigana”.
A conquista, no entanto, foi construída com coragem, paciência e muito esforço. “Eu tinha apenas uma máquina de costura e fui montando [o ateliê] devagarzinho. Foi bem difícil no começo, mas hoje está fluindo”, relata Edimeire.
Com o passar do tempo, o talento, a dedicação e a qualidade do trabalho fizeram o negócio crescer e conquistar cada vez mais clientes. Hoje, o ateliê é sua principal fonte de renda e símbolo de independência financeira.
Mais do que ensinar técnicas de corte e costura, os cursos da Fundação Nilo Coelho despertaram em Edimeire a confiança necessária para acreditar no próprio potencial e investir em um sonho que antes parecia distante. “A estrutura dos cursos é muito boa, as máquinas são boas, os professores são excelentes. Só tenho a agradecer à fundação, agradecer mesmo, pois sem ela eu não seria o que sou hoje”, afirma.
Histórias como a de Edimeire mostram como a qualificação profissional gratuita e acessível pode abrir caminhos para que homens e mulheres desenvolvam seus talentos, conquistem autonomia financeira e construam novas perspectivas de futuro.
Blog do Didi Galvão

