Senado rejeita Jorge Messias para o STF e impõe derrota histórica a Lula

O plenário do Senado rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). O atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) não obteve os 41 votos favoráveis necessários, tornando-se o primeiro nome barrado pela Casa desde 1894, na gestão de Floriano Peixoto.

Foram 42 votos para rejeitar e 34 para aprovar o nome de Messias. O resultado é a maior derrota política do governo Lula no Legislativo e abre uma crise sobre a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.

Mesmo após articulação com a bancada evangélica e a defesa de seu perfil técnico na CCJ, Messias não venceu a resistência política e o desgaste de sua ligação com gestões petistas anteriores. Agora, o presidente Lula deverá apresentar um novo nome ao Senado, reiniciando o rito de sabatina e votação.

Derrota histórica

Desde a Constituição de 1988, nenhum indicado ao STF havia sido reprovado. Na história da república brasileira, apenas cinco nomes foram barrados pelos senadores — e todos no mesmo ano, em 1894:

  • Barata Ribeiro
  • Innocêncio Galvão de Queiroz
  • Ewerton Quadros
  • Antônio Sève Navarro
  • Demosthenes da Silveira Lobo

Na época, Floriano Peixoto, conhecido como o “Marechal de Ferro”, enfrentava uma crise com o Legislativo e o Judiciário.

Aprovação na CCJ

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Messias foi aprovado com 16 votos após passar por sabatina de oito horas nesta quarta-feira (29).

Durante o discurso de apresentação na sabatina, Messias fez resumo de sua trajetória profissional em órgãos como a Advocacia-Geral da União, na assessoria jurídica do governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e no Senado, onde trabalhou no gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA), hoje líder do governo.

— Experimentar o suprapartidarismo abriu meus horizontes sobre o significado de democracia e República. Aprendi a dimensionar a atividade política como um espaço nobre de solução de conflitos — declarou.

Messias falou ter conduzido sua carreira com serenidade e “vocação conciliatória” de que “posições antagônicas são oportunidades para o amadurecimento”. Também fez aceno aos senadores e disse que os parlamentares o receberam “muito bem” durante as conversas que tiveram. Em determinado momento, Messias se emocionou ao falar de seus pais e de sua graduação na Faculdade de Direito do Recife.

— Aprendi na vida que quem só sabe Direito, nem Direito sabe. Apresento-me com a consciência de que a Constituição somente se concretiza seus valores fundamentais quando aplicadas com o humanismo e a diversidade de saberes — continuou.

Fonte: GZH

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