Política não se faz com desejo de vingança e nem motivada pelo ódio

Já falamos sobre esse tema em outras oportunidades, relembrando grandes momentos da política pernambucana. Trouxemos à memória personagens que foram verdadeiros e incansáveis lutadores pela democracia, a exemplo do saudoso Marcos Freire e outros tantos espalhados pelo Brasil.

Num período em que o Brasil estava se preparando para a tão desejada redemocratização, o então senador da República Marcos Freire chega e diz: “Vamos fazer política sem ódio e sem medo”. Marcos Freire morreu em 1987, 5 anos antes; é como se ele estivesse antevendo o que está acontecendo agora.

O Brasil vive uma polarização que, inevitavelmente, provoca acirramento e desperta em muitos o desejo de vingança. O ódio já faz parte da maneira de viver de outros tantos; não se discute mais o fazer alguma coisa porque o ódio motiva o vencedor à prática da vingança para não fazer nada.

As chamadas milícias digitais vêm cada vez mais ganhando espaço na política brasileira; prioridade para muitos políticos é investir num exército de vingadores e não ajudar o próximo. Estamos em um país com aspecto de guerra, ruas esburacadas e prédios públicos deteriorados.

Tudo isso alimentado por um inexplicável sentimento de vingança; o pior de tudo é contra alguém que nunca lhe fez nenhum mal. Estamos mergulhados em uma profunda crise, na qual levar vantagem é a meta principal de muitos. Mesmo que sua aparente conquista custe a vida de alguém.

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