É preciso que as autoridades desenvolvam mecanismos para fiscalizar melhor o dinheiro público. A ideia do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, quanto ao destino das emendas deve ser adotada em tudo que é de origem do suor do povo. Ou seja, a rastreabilidade do dinheiro público. Qual a origem, foi parar nas mãos de quem, qual a finalidade do pagamento, qual o serviço prestado por quem recebeu o dinheiro público?
Já virou uma brincadeira de gosto desagradável nesse país, prefeituras com lista de contratados e comissionados que não fazem nada. Muitos desses ‘contratados e comissionados’ recebem para a prestação do serviço de ocupação nas redes sociais, puxando saco de prefeito e falando mal de seus adversários. O povo brasileiro merece respeito! Será que a única herança a ser deixada para nossos filhos e netos é a maldição da corrupção?
Órgãos fiscalizadores e Ministérios Públicos precisam agir, buscar apoio das Polícias Civis de cada Estado e da Polícia Federal. Faz-se necessário, urgentemente, a junção de esforços; é preciso que façamos alguma coisa hoje e com a percepção de que estamos atrasados. Já estamos pagando um preço muito caro por conta da nossa omissão; hoje não vamos errar como no passado para termos um futuro de acertos.
Lembrando ainda que esse tipo de gente espalha ódio. Ao tempo em que ele vai se manifestando nas redes sociais, chama a atenção dos dependentes do poder público e alimenta o medo de perder a chamada boquinha. Não há como apagar um fogo provocado nas redes sociais; o que pode ser feito no momento é combater o princípio de incêndio, denunciando esse tipo de abuso. Seja vigilante, seja fiscalizador, seja contribuinte da decência.
Blog do Didi Galvão

