João Paulo Capobianco: “A questão ambiental é estratégica para o desenvolvimento socioeconômico do país”

Combate ao desmatamento ilegal, mitigação dos gases de efeito estufa, bioeconomia e políticas públicas ambientais. Ao falar sobre esses temas em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, nesta terça-feira (14/4), o titular do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou que a questão ambiental é estratégica e estruturante para o processo de desenvolvimento socioeconômico do país, além de garantir qualidade de vida.

“Hoje se fala muito de uma disputa, de um conflito entre conservação e produção. E isso não procede, porque a conservação ambiental é parte do processo de produção e parte do processo de garantia de qualidade de vida da população”, afirmou o ministro.

Capobianco lembrou, ainda, que muitas vezes os processos de produção e exportação não ajudam diretamente as pessoas que beneficiam e extraem os produtos de suas terras. Para reverter essa situação, o Governo do Brasil criou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), marco inédito para o desenvolvimento sustentável do país, com recursos iniciais de R$ 350 milhões do Fundo Amazônia. A iniciativa posiciona a megabiodiversidade brasileira como vetor de oportunidades, integrando inovação e tecnologia e indústria para promover desenvolvimento sustentável e inclusão social.

“O Brasil tem uma variedade de riquezas que vai desde alimentos até óleos essenciais e plantas medicinais transformadas em medicamentos. E tudo isso tem que beneficiar quem tem esse conhecimento e extrai isso há gerações, como os povos indígenas e as comunidades locais”, destacou o ministro. “Então agora nós estamos invertendo, para que essas populações sejam os verdadeiros detentores da capacidade de oferecer esses produtos de alta qualidade no mercado nacional e internacional”, completou.

POVOS INDÍGENAS — João Paulo Capobianco ainda definiu como “histórica” a parceria do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima com o Ministério dos Povos Indígenas. Segundo ele, o papel que os povos indígenas desempenham na proteção do meio ambiente no Brasil e no mundo todo é essencial. “Eles são os guardiões da floresta, são parceiros natos nossos, são pessoas que lidam no seu cotidiano com a conservação ambiental, garantindo a prestação de serviços ambientais para todos. Portanto, nós temos pautas em comum, atuamos juntos e essa parceria é fundamental”, disse.

TFFF — O titular do Meio Ambiente e Mudança do Clima também citou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado na COP30, que juntamente com o Fundo Amazônia, já conta com cerca de R$ 350 bilhões mobilizados para a transição ecológica. O fundo faz pagamentos a países em desenvolvimento com florestas tropicais e que possam garantir a conservação das mesmas. Mais de 50 países aderiram e entraram com investimentos, o que vai gerar um investimento de longo prazo e permanente na Amazônia.

INVESTIMENTOS RECORDES — Os investimentos não param por aí. O Governo do Brasil atingiu um patamar inédito de recursos para financiar a transformação ecológica, promovendo um novo ciclo de prosperidade que une desenvolvimento econômico, proteção ambiental e o enfrentamento à mudança do clima. Em parceria com o Ministério da Fazenda, foram mobilizados R$ 179 bilhões por meio do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC) – o Fundo Clima –, e do programa Eco Invest Brasil.

DESMATAMENTO ILEGAL — Sobre o combate ao desmatamento, Capobianco destacou a redução recente apresentada pelo Brasil: quando comparados os anos de 2025 e 2022, a supressão de vegetação nativa foi reduzida em 50% na Amazônia e em 32% no Cerrado.

“A ação de combate ao desmatamento, ilegal, principalmente, é necessário porque provoca danos na sociedade, provoca expulsão de comunidades, conflitos com povos indígenas e perda da capacidade produtiva. Sem falar que o desmatamento gera uma enorme emissão de gás de efeito estufa”, disse João Paulo Capobianco.

AÇÃO CONJUNTA — O ministro também aproveitou a entrevista para enfatizar que nenhuma ação é completamente eficiente sem os esforços conjuntos entre a União e os estados e municípios. “Esse é o espírito do governo do presidente Lula e uma coisa importante da gente destacar. Porque é claro que o Governo do Brasil tem a autonomia, mas estamos sempre buscando a participação dos estados, independente de partido”, ressaltou. Ele deu o exemplo do Parque Nacional do Albardão, uma unidade de conservação brasileira de proteção da natureza no Rio Grande do Sul, criada este ano em parceria com os entes federativos. Segundo o ministro, o Albardão é o maior parque nacional fora da Amazônia.

QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta terça-feira (14/4) a Rádio Acústica (Camaquã/RS); Rádio Clube (Breves/PA); Portal Porque (Sorocaba/SP); Rádio Sociedade News (Feira de Santana/BA); Rádio Grande Rio AM (Petrolina/PE); Jornal O Imparcial (São Luís/MA); e Portal Primeira Página (Campo Grande/MS).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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