Apenas 2 governadores de Pernambuco perderam a reeleição e 2 prefeitos da capital foram eleitos para comandar o estado

A reeleição para quem ocupa cargos de presidente da República, governadores de estados e do Distrito Federal e prefeitos, foi permitida a partir da Emenda Constitucional de autoria do então deputado federal Mendonça Filho (PFL-UB) em 1997. Até então, 5 governadores de Pernambuco disputaram reeleição, sendo que apenas 2 não conseguiram se manter no cargo após disputa pela reeleição.

O primeiro governador a tentar a reeleição foi Miguel Arraes em 1998, o mesmo estava no 3º mandato e, na tentativa de ser reeleito, foi derrotado por Jarbas Vasconcelos. Jarbas foi reeleito em 2002 e renunciou em 2006 para disputar vaga no senado. Seu vice, Mendonça Filho, autor da Emenda Constitucional, tentou a reeleição e foi derrotado por Eduardo Campos no 2º turno.

Eduardo Campos foi à disputa de reeleição em 2010, após 4 anos de gestão exitosa, foi reeleito com facilidade já no 1º turno. Em 2014, Eduardo Campos apresenta Paulo Câmara como seu sucessor, o mesmo vence a eleição no 1º turno e é eleito governador de Pernambuco. Paulo vai para a reeleição em 2018, enfrentou o mesmo candidato de 4 anos antes e, mais uma vez, saiu vitorioso.

Vem a eleição de 2022, que foi totalmente diferente de todas já realizadas em Pernambuco, com 5 candidaturas altamente competitivas e o 2º turno foi de forma inédita entre duas mulheres. Marília liderou a corrida durante todo o 1º turno, embora alguém já dissesse que quem fosse para o 2º turno contra Marília se tornaria governador de Pernambuco. Não deu outra, Raquel foi e venceu.

Tudo leva a crer que a disputa este ano será entre a governadora Raquel Lyra e o prefeito do Recife João Campos. Caso se confirme, o confronto também terá suas particularidades. Raquel é a primeira mulher a governar o estado, vencendo será o 4º mandatário a ser reeleito. Perdendo, será o 3º a ficar apenas na tentativa, lembrando que Arraes (1998) e Mendonça (2002) foram derrotados.

Outra particularidade em caso de confronto entre Raquel e João na disputa deste ano é que João será o 3º prefeito da capital a renunciar para disputar o governo do estado. Os 2 anteriores foram Miguel Arraes em 1962 e Joaquim Francisco em 1990, ambos se deram bem na tentativa e foram eleitos governadores. Ou seja, se João vencer, será o 3º, e se perder, será o 1º.

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