Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, morreu na noite desta quarta-feira (4). Ele estava internado num hospital em Belo Horizonte após ter atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia da PF.
Preso na manhã de hoje no âmbito da Operação Compliance Zero, Mourão era réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Quem era “Sicário”?
Nas investigações da Polícia Federal, foi constatada a existência de um grupo chamado de “A Turma”, do qual Vorcaro e Luiz Mourão faziam parte.
Segundo a PF, “Sicário” era responsável pela “coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo”.
A corporação aponta que o homem realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial.
Conforme a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do MPF (Ministério Público Federal), e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol.
Luiz Mourão também teria atuado em ações voltadas para remoção de conteúdos e perfis em plataformas, com o objetivo de obter dados de usuários ou tirar de circulação possíveis críticas ao grupo. Ele ainda teria papel de coordenação e mobilização das equipes responsáveis pelas ações da organização.
A PF diz ainda que Luiz Mourão também atuava para intimidar antigos funcionários do Master e levantar dados sobre essas pessoas.
Em uma das situações, “Sicário” estaria envolvido em uma conversa com Vorcaro na qual o banqueiro pedia para organizar um assalto e “dar um pau” no jornalista Lauro Jardim, de O Globo.
Blog do Didi Galvão

