Pastor da Igreja Verbo da Vida em Petrolina coloca aliados em rota de colisão na Câmara de Vereadores

Um comentário do pastor Edilson de Lira da Igreja Verbo da Vida de Petrolina sobre a Ilha do Massangano, ganhou repercussão nas redes sociais e foi objeto de debate em duas sessões seguidas da Câmara Municipal de Vereadores. A fala do pastor ganhou espaço nos debates políticos após o vereador Gilmar Santos (PT), apresentar Requerimento em solidariedade aos moradores da referida Ilha. O início dos debates foi na 4ª sessão ordinária do 1º periodo Legislativo do ano de 2026, isso na terça-feira, 24 de fevereiro.

Na sessão seguinte, a 5ª sessão ordinária do 1º periodo Legislativo do ano de 2026, já na quinta-feira, 26 de fevereiro, o vereador Diogo Hoffman (União Brasil), líder do governo na câmara municipal apresentou um Requerimento de apoio e solidariedade ao pastor Edilson de Lira. O parlamentar apresentou uma relação de ações desenvolvidas pela Igreja no campo social, o que teria provocado discordância da vereadora Maria Elena e preferindo se abster e não caminhar junta nesse caso com o líder.

A vereadora Maria Elena a princípio estaria com o líder Diogo Hoffman, aí veio a leitura por parte da ovelha do pasto Edilson do quanto ele beneficia Petrolina com ações no campo filantrópico. Foi o sificiente para a decana da Casa Vereador Plínio Amorim, manifestar sua discordância quanto a justificatica para aprovação do Requerimento. Maria Elena foi enfática ao afirmar que reconhece ações de várias igrejas, ONG’s e dos próprios vereadores. Ela classificou como arrogante, a justificativa para aprovação do Requerimento.

Maria Elena foi tão contudente em suas palavras, que até tratou o colega de líder da oposição. Em seguida Diogo Hoffmann reinvindicou seu direito de ser líder da situação, reinvindicação aceita pela vereadora Maria Elena que reconheceu o trocadilho. Maria Elena aproveitou o ensejo e fez a seguinte pergunta: “já imaginou se toda vez que o pastor, padre, ou seja lá quem for, se sentir ofendido e isso vire tema de debate aqui na casa? É preciso que tenhamos essa preocupação!” pontuou a vereadora Maria Helena.

Os vereadores Gilberto Melo e Ronaldo Cancão, também não gostaram nada da fala do pastor Edilson de Lira. Ronaldo Cancão a exemplo da colega Maria Elena, optou por se abster de votar no Requerimento do vereador Diogo Hoffmann. Já o vereador Gilberto Melo, 1º vice-presidente da Casa Plínio Amorim, foi direto ao líder governista e disse que estaria votando a favor em respeito e consideração ao colega. Melo disse que o pastor Edilson de Lira, mesmo com imenso serviço prestado foi no minimo exagerado na fala.

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