Os números de 2025 mostram um varejo online em expansão e as tendências para 2026 exigem operações rápidas, integradas e centradas no cliente
Em 2025, o e-commerce já não é apenas uma tendência em alta: é parte central do varejo global e brasileiro. Com milhões de consumidores comprando online e tecnologias que transformam a experiência de compra, vender pela internet hoje significa estar pronto para atuar em tempo real, em múltiplos canais e com exigências cada vez maiores de preço, prazo, experiência e propósito do cliente. A seguir, reunimos as principais tendências para 2026, apoiadas por dados recentes, e o que elas significam na prática para quem quer crescer no universo digital.
O tamanho do mercado: crescimento contínuo em números
O panorama global do comércio eletrônico consolidou-se em 2025 com vendas estimadas entre US$ 6,42 e US$ 6,8 trilhões, o que representa cerca de 20–21% das vendas totais no varejo mundial. Essa proporção vem aumentando ano após ano, demonstrando que o digital segue conquistando espaço frente às lojas físicas e que a jornada de compra está cada vez mais online.
No Brasil, o e-commerce segue a tendência global. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o setor deve faturar cerca de R$ 224,7 bilhões em 2025, um crescimento de aproximadamente 10% em relação a 2024. O movimento não apenas confirma o amadurecimento do mercado nacional como sinaliza que os consumidores brasileiros continuam a migrar para o online em ritmo acelerado.
Personalização com IA: o cliente como centro da experiência
Uma das forças motrizes do e-commerce é o uso de inteligência artificial (IA) não só para automatizar processos, mas para personalizar experiências. Enquanto muitas lojas usam IA para “recomendar produtos parecidos”, a próxima etapa é a IA preditiva, que antecipa desejos e necessidades com base no comportamento do usuário, histórico de compras e padrões de navegação.
Ferramentas mais inteligentes conseguem não apenas sugerir produtos, mas também adaptar preços, ofertas e conteúdos, seja por e-mail, push notification ou dentro da própria loja, aumentando as chances de conversão.
Para que essa personalização realmente funcione, no entanto, é essencial que a empresa tenha dados confiáveis e integrados, de estoque a pedidos, passando por logística e faturamento, algo que plataformas robustas e ferramentas especializadas em comércio facilitam.
Social commerce e novos caminhos de compra
O social commerce é uma das tendências mais fortes do varejo digital, especialmente com o avanço de plataformas como TikTok Shop, que já rivaliza com grandes marketplaces tradicionais em termos de vendas e engajamento.
Além dos botões de compra direta, formatos como conteúdo de influencers, vídeos com demonstrações de produtos e transmissões ao vivo estão se apresentando como parte efetiva do funil de conversão, não apenas como estratégia de branding, mas como pontos de venda reais.
Omnicanalidade, marketplaces e plataformas web
O consumidor moderno não distingue canais: pesquisa em redes sociais, compara em marketplaces, compra na loja online e retira na loja física. A omnicanalidade real exige que os lojistas sincronizem preços, estoques e experiências em todos os pontos de contato.
Neste contexto, plataformas flexíveis e bem integradas desempenham papel fundamental. E aqui entra um ponto importante: a escolha de uma solução digital não deve ser subestimada. Por exemplo, uma agência especializada em WordPress pode ser uma parceira estratégica para quem quer construir ou otimizar lojas com WooCommerce, integrando design, performance e funcionalidades avançadas de e-commerce em um dos sistemas mais utilizados.
Ao trabalhar com quem entende das especificidades do WordPress e do comércio digital, sua operação pode ganhar não apenas um site, mas uma plataforma que cresce com o negócio.
Pagamentos, logística e sustentabilidade como diferenciais
Os pagamentos digitais continuam a evoluir. Em 2025, métodos como BNPL (Buy Now, Pay Later) e carteiras digitais ganharam popularidade, especialmente em compras via smartphone. No Brasil, o Pix foi um dos meios de pagamento mais usados, e sua integração com outras soluções financeiras aumenta ainda mais a conveniência e rapidez para os consumidores.
Já em logística, a transparência em prazos, rastreamento e opções de retirada se tornou critério decisivo para muitos compradores e um ponto onde falhas podem significar abandono de carrinho ou queda na satisfação.
Por fim, a sustentabilidade deixou de ser um “plus” e virou expectativa: consumidores, com destaque para os mais jovens, valorizam marcas que mostram preocupação com o impacto ambiental e práticas responsáveis.
B2B e cross-border: horizontes mais amplos
O e-commerce B2B segue crescendo com força, com projeções de crescimento anual composto próximo a dois dígitos até 2026, impulsionado por digitalização e eficiência em processos de compra corporativos.
Além disso, o cross-border e-commerce abre oportunidades para vender para mercados internacionais, exigindo capacidades como múltiplas moedas, regras tributárias variadas e logística global.
Conclusão
Em 2026, vender online não será apenas uma questão de estar presente digitalmente, mas de ser rápido, integrado, omnicanal e orientado por dados. Compreender e aplicar essas tendências pode ser a diferença entre acompanhar o crescimento ou ficar para trás. Estar preparado para isso é um passo estratégico para qualquer operação que queira escalar no varejo digital.
Blog do Didi Galvão

