A sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, ficará marcada na memória do povo de Cabrobó. O que estava programado para ser um dia de celebração, com a “Ressaca de Carnaval” animada por trio elétrico, transformou-se, em poucos minutos, em um cenário de apreensão e prejuízos. Uma chuva intensa acompanhada de fortes ventos provocou destruição, obrigando o cancelamento imediato da festa e mobilizando o poder público para conter os danos.
Diante da situação inesperada por conta da força da natureza, o prefeito Galego de Nanai instalou um gabinete de monitoramento para acompanhar de perto os desdobramentos do temporal e coordenar as ações emergenciais. A iniciativa foi acertada e demonstra a postura que se espera de uma gestão diante de eventos extremos: agir com rapidez, organização e responsabilidade. Em momentos de crise, decisões firmes fazem toda a diferença.
No entanto, é preciso ir além da resposta imediata e exercitar a sensibilidade na análise dos fatos. Festas movimentam a economia local e geram renda para muitos, mas também expõem desigualdades. Há sempre quem lucre com os eventos, mas são poucos os que permanecem ao lado das vítimas quando a comemoração dá lugar ao prejuízo. É nesse ponto que a solidariedade e o compromisso social precisam falar mais alto.
Outro aspecto que não passa despercebido é o questionamento da população sobre a atuação dos representantes do povo. Em meio às dificuldades, muitos cobram presença efetiva, não apenas registros em redes sociais. Em situações como essa, o silêncio soa como ausência. A sociedade espera mais do que publicações: espera posicionamento, ação concreta e proximidade com quem sofreu as consequências.
Que os acontecimentos dessa sexta-feira sirvam não apenas como lembrança de um dia atípico, mas como aprendizado coletivo sobre responsabilidade, empatia e compromisso público. Afinal, diante das adversidades, é a postura das lideranças que define o rumo da reconstrução.
Blog do Didi Galvão

