A partir de 2019, o Brasil descobriu uma Suprema Corte que está acima dos outros Poderes da República. Naquele ano, teve início o inquérito das Fake News e, até hoje, ninguém sabe ao certo para qual propósito. Na verdade, tudo foi minuciosamente pensado. Sim, o então presidente do STF, o ministro Dias Toffoli, estava antevendo o que viria contra ele. Então resolveu criar uma máquina de investigações, tudo com o propósito de proteção pessoal.
O ministro Toffoli resolveu nomear o colega Alexandre de Moraes para ser o relator dos inquéritos, daí para cá o Xandão deu as cartas e, com poderes ilimitados nas mãos, mandou no jogo. Próximo mês, as investigações completam 7 anos, até os episódios mais recentes envolvendo escândalo do Banco Master vão ser apurados por Moraes. Isso porque tanto o ministro Dias Toffoli quanto Alexandre de Moraes têm nomes citados nas operações da Policia Federal.
É como se tudo o que está sendo revelado agora já fizesse parte dos planos de Toffoli quando, de ofício, abriu o inquérito das Fake News. As revelações recentes são assustadoras, isso porque envolve nomes de ministros do STF. O Brasil quer saber quem é o responsável pelos vazamentos de dados, ainda se os dados reveledos são realmente verdadeiros.
Ao longo desses quase 7 anos de inquérito das Fake News, o Brasil assistiu a uma série de medidas tomadas individualmente pelo relator. Com base em supostas irregularidades de pessoas sem foro privilegiado, Moraes determinou apreensão de passaportes e até medidas coercitivas. Entre as pessoas que integram a lista de investigados está o ex-ministro do turismo do governo de Bolsonaro, Gilson Machado, por supostamente ter tentado conseguir passaporte português.
Nesse período, com o inquérito das Fake News, o Brasil descobriu que tem uma Suprema Corte com poderes ilimitados, ainda que seus ministros sejam intocáveis e que possam absolutamente tudo. O que nos tranquiliza é que, por aqui, não há no código penal a pena de morte. Imagina se tivesse e como seria com um ministro podendo tudo e, ao mesmo tempo, se sentindo ameaçado. Graças a Deus, no Brasil não temos esse tipo de condenação.
Blog do Didi Galvão

