Aliança PT/PSB em rota de colisão

Até o próprio presidente Lula não descarta a possibilidade de abrir vaga de vice para contemplar o MDB, com isso obrigaria a legenda a manter alianças nos estados e ao mesmo tempo rifar o socialista Geraldo Alckmin (PSB). Esses rumores colocam as duas siglas em rota de colisão, uma vez que Alckmin já manifestou interesse em permanecer na chapa de Lula.

Lula tenta convencer o vice-presidente Geraldo Alckmin a entrar na disputa pelo governo paulista, bater de frente com o governador Tarcísio de Freitas, que já anunciou o desejo de tentar a reeleição. Outro objetivo do petista seria o de enfraquecer o palanque de seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, na disputa presidencial no maior colégio eleitoral do País.

O problema do PT seria a escolha do nome do MDB, lembrando que Dilma teve como vice Michel Temer e deu no que deu. Quando foi para escolher o vice de Dilma, Lula sugeriu que o MDB apresentasse uma lista tríplice de nomes. Ideia não aceita pelo senador Renan Calheiros, o alagoano saiu em defesa do então presidente nacional da legenda, seu amigo Temer.

Outra situação a ser administrada pelo presidente com a ideia de mudança de vice seria a aliança histórica com o PSB, hoje presidido pelo prefeito do Recife, João Campos. O pernambucano já antecipou que a manutenção da majoritária vencedora de 2022 é prioridade para o partido, ou seja, está fora de cogitação a ideia de o PSB abrir mão da vice na chapa liderada por Lula.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que Alckmin será candidato ao cargo que ele quiser. Só não explicou de onde nasceu a ideia de colocar um emedebista na vice de Lula, o que vem gerando especulações e deixando os caciques do PSB de antenas ligadas. O PSB de João Campos ainda não disse o que fará em caso de ter o nome de Alckmin rifado.

Lembrando que essas manobras para escolha do vice de Lula vão impactar decisões nos estados, um deles é Pernambuco, que tem o senador Humberto Costa em busca de reeleição. A metade do PT pernambucano quer aliança com João Campos, que é pré-candidato a governador, já a outra metade quer a governadora Raquel Lyra pré-candidata à reeleição.

Outro fator levado em consideração para a escolha do vice de Lula, sendo o mesmo reeleito, seu futuro vice passa a ser herdeiro político naturalmente. Ser presidente da República é um antigo sonho de Alckmin, o mesmo já foi candidato em duas oportunidades. Contra o próprio Lula em 2006 e perdeu no 2º turno, voltou a disputar em 2018 e foi o 4º colocado.

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