Quando uma derrota impacta os próximos resultados da carreira política

O histórico político do ex-governador Miguel Arraes de Alencar é verdadeiramente exemplar; ele foi Secretário da Fazenda em dois Governos de Pernambuco, prefeito eleito do Recife em 1960 e, após renunciar ao cargo, foi eleito Governador de Pernambuco em 1962. Com o Regime Militar controlando a política nacional, Arraes foi cassado em 1964, ficando preso por um bom período e depois exilado para a Argélia. Miguel Arraes retorna à sua Pátria em 1979 após a anistia geral, sendo recepcionado por uma multidão.

Já em 1982, primeira eleição após o exílio na Argélia, Miguel Arraes queria ser o candidato a Governador de Pernambuco pelo PMDB. Ele foi aconselhado a retroceder da decisão em favor de Marcos Freire, nome natural da legenda e que estava no cargo de Senador. A decisão de Arraes foi assertiva, saiu candidato a deputado federal e conseguiu expressiva votação de 191.471 votos. Miguel Arraes foi o mais votado naquele pleito eleitoral, obtendo 9,47% do total de votos válidos apurados e retornando à vida política.

O recuo de Arraes em 1982 lhe rendeu a indicação da legenda para ser o candidato em 1986, com apoio de Jarbas Vasconcelos, então prefeito do Recife. Arraes foi eleito governador, derrotando José Múcio Monteiro. Em 1990, Miguel Arraes renuncia e sai candidato a deputado federal. Mais um recuo de Arraes, uma vez que os aliados gostariam que ele fosse candidato a senador pela Frente Popular. Jarbas perdeu a eleição para governador, já Miguel Arraes foi eleito o deputado federal mais votado com 339.197 (10,43%) dos votos.

Em 1994, Miguel Arraes foi eleito para o terceiro mandato de Governador de Pernambuco. Na eleição seguinte, em 1998, o próprio Arraes não queria disputar a reeleição. Foi convencido pelos aliados e amargou sua primeira e única derrota nas urnas. Jarbas foi eleito para o primeiro mandato de governador com mais de 64% dos votos válidos. A derrota de Arraes para Jarbas em 1998 custou caro para a história política do mito. Em 2002, foi eleito deputado federal com sua menor votação, 181.235, apenas 4,75% dos votos.

Miguel Arraes faleceu no dia 13 de agosto de 2005, seu neto querido, o ex-governador Eduardo Campos, morreu na mesma data em 2014. A história de Miguel Arraes serve como inspiração para muitos políticos da atualidade, principalmente seus descendentes como as netas Marília e Maria Arraes e os bisnetos a exemplo de João e Pedro Campos. João Campos foi deputado federal e é o atual prefeito do Recife, assim como Miguel Arraes em 1962, ele pretende renunciar à prefeitura para disputar o Governo do Estado.

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