Fake News: Dino pede vista em processo que responsabiliza imprensa

O ministro do STF, Flávio Dino, pediu vista no julgamento de dois recursos contra decisão da Corte, que permite a responsabilização civil de veículos de imprensa por publicações que reproduzem mentiras.

O pedido de vista ocorreu logo após o relator do caso, ministro Edson Fachin, ter acolhido parcialmente os recursos, propondo nova redação para a decisão do Supremo.

Flávio Dino se comprometeu a devolver o processo ainda neste mês e justificou o pedido de vista citando dois pontos que na sua avaliação merecem uma reflexão mais demorada: o intuito difamatório de alguns veículos de imprensa na internet e a remoção de conteúdos, que, segundo ele, não pode ser descartada.

Os recursos foram apresentados pelo Diário de Pernambuco, que é parte no processo, e pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, admitida como terceira interessada. As partes alegam que a redação da decisão da corte é subjetiva e pode abrir espaço para a aplicação da tese de maneira equivocada e inconstitucional, violando a liberdade de imprensa.

No julgamento do Recurso Extraordinário, o STF estabeleceu que a empresa só pode ser responsabilizada se ficar comprovado que, na época da divulgação da informação, havia indícios concretos de que a acusação era falsa. Outro requisito exigido é a demonstração do descumprimento do dever de verificar a veracidade dos fatos e de divulgar esses indícios.

Para a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, seria preciso incluir no texto da primeira decisão do STF uma exigência expressa de dolo ou negligência grosseira, e também uma ressalva que impeça a responsabilização civil de veículos por entrevistas e debates transmitidos ao vivo, ainda que tenham sido gravados e possam ser visualizados mais tarde.

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