O senador Humberto Costa (PT) defendeu agilidade na retomada das obras do trecho Salgueiro-Suape da Ferrovia Transnordestina, paralisado desde maio por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). A cobrança do senador vem após a apresentação de um novo estudo técnico, desenvolvido pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que reforça a viabilidade socioeconômica da obra.
O levantamento foi apresentado nesta terça-feira (7) à Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), no Recife, e aponta que a conclusão do trecho pode gerar um ganho social de R$ 4,76 bilhões e taxa de retorno econômico de 15,53%, por meio de uma movimentação de cargas estimada entre 18 e 24 milhões de toneladas por ano.
“Esse estudo, somado a outros levantamentos, vai ser apresentado ao TCU para que ele possa liberar a obra e, com isso, darmos os primeiros passos. O Governo Federal tem se mostrado comprometido com a retomada da Transnordestina em Pernambuco, e isso é fundamental nesse processo. Tenho a convicção de que o retorno dos trabalhos vai atrair outros investidores para que a gente possa diminuir o atraso que tivemos no andamento da ferrovia aqui no estado”, afirmou Humberto Costa.
O TCU suspendeu, em maio, a liberação de novos investimentos públicos federais na obra, alegando falta de estudos técnicos e econômicos atualizados. O tribunal deve julgar o processo no próximo dia 15, quando será decidido se os recursos poderão ser retomados.
A Ferrovia Transnordestina tem dois eixos. O Norte, de 1,2 mil quilômetros, liga o porto seco de Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto de Pecém, no Ceará. O Eixo Sul, trecho pernambucano, que chegou a ser retirado do projeto original pelo governo Bolsonaro e foi reinserido por determinação do presidente Lula, tem cerca de 540 quilômetros e estava com as obras paradas há mais de dez anos. A expectativa é de que o modal fortaleça a logística e a economia de várias cadeias produtivas da região Nordeste.
Ascom
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