Mesa de diálogo contou com o Prefeito de Terra Nova, representantes do MST e de orgãos Estaduais e Federais
Uma reunião realizada na tarde desta sexta-feira (4) em Cabrobó reuniu o prefeito do município, Galego de Nanai, o prefeito de Terra Nova Dinha Mororó, lideranças do MST, a exemplo de Adailton e Fernando, representantes do Incra e de órgãos estaduais e federais para discutir a destinação de uma área para reforma agrária. O encontro teve como objetivo encontrar soluções para atender famílias que reivindicam terras para produção agrícola familiar.
Durante a reunião, os municípios de Cabrobó e Terra Nova se comprometeram a, dentro de um prazo hábil, buscar uma área pública que possa ser destinada às famílias que aguardam a regularização fundiária. O compromisso visa garantir melhores condições de vida para essas comunidades e fomentar o desenvolvimento agrícola da região.
O prefeito de Cabrobó ressaltou o compromisso do município em buscar alternativas: “Nosso objetivo é trabalhar junto aos órgãos competentes para encontrar uma área pública que possa atender essas famílias, respeitando todos os trâmites legais e garantindo uma solução viável para todos.” – disse Galego de Nanai.
Dinha Mororó, prefeito de Terra Nova, afirmou que a parceria entre os municípios será fundamental para viabilizar o projeto: “Sabemos da importância dessa pauta e estamos dispostos a colaborar para que essa demanda avance. A reforma agrária pode ser um caminho para fortalecer a economia local e garantir melhores condições de vida para muitas famílias.”
Durante a reunião, Adailton, representante do MST, destacou a urgência da pauta e a necessidade de diálogo com o poder público: “As famílias aguardam há muito tempo uma solução definitiva. Precisamos avançar nesse debate para garantir terra, moradia e dignidade para quem vive da agricultura.”
Os representantes do Incra e demais órgãos estaduais e federais, além do Ministério Público reforçaram a importância do diálogo entre os municípios e os movimentos sociais, destacando que a destinação de terras precisa seguir critérios legais e atender às demandas das famílias de forma organizada.
Todos os presentes afirmam que não haverá ocupação ou invasão de terras produtivas, apenas que esperam do Poder Público, a destinação de área pública que possa ser cultivada pelas famílias do movimento.
Ascom – PMC