Ainda é cedo para afirmar que o “fator Lula” será decisivo em Pernambuco, mas os sinais mais recentes apontam que a estratégia do palanque duplo ganhou força dentro do governo federal.
O ministro Wellington Dias, coordenador da articulação eleitoral de Lula no Nordeste, declarou que o presidente deverá contar com dois palanques em Pernambuco, mantendo diálogo tanto com a governadora Raquel Lyra (PSD) quanto com o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).
Do ponto de vista político, a estratégia do palanque duplo parece ser hoje a mais provável, porque permite a Lula preservar relações com dois grupos importantes em Pernambuco e maximizar apoios para a eleição presidencial. Isso, porém, não significa automaticamente que o apoio de Lula deixará de ter peso; significa apenas que esse peso poderá ser disputado pelos dois lados.
O resultado final dependerá de como a campanha evoluirá até 2026 e de como o eleitor pernambucano enxergará a relação entre os candidatos ao governo estadual e o presidente da República.
Blog do Didi Galvão

